Prêmio UNIDAS 2017

Normas para a apresentação de posters científicos no 20º Congresso UNIDAS

Neste ano, a UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde ampliou a possibilidade de participação, para que os profissionais do setor apresentem trabalhos relacionados a três temáticas diferentes. São elas:

1 - SAÚDE E PREVENÇÃO EM ONCOLOGIA

Embora sejam um grande avanço na medicina, os tratamentos oncológicos, em especial a imunoterapia, são uma grande preocupação sob a ótica dos custos. Por esta razão, nunca foi tão importante prevenir a doença. Serão aceitos estudos e campanhas que priorizem a prevenção, o rastreamento e a detecção precoce dos casos de câncer.

 

2 - EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE POPULACIONAL

Um dos pilares da saúde é a Epidemiologia, diretamente ligada às políticas, programas e serviços disponibilizados no âmbito público e privado. Conhecer o perfil populacional é fundamental para adequar a atenção à saúde e rede credenciada às reais necessidades dos beneficiários das autogestões. Receberemos estudos e projetos que abordem o tema.  

 

3 - EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Educar, conscientizar e prevenir a população sobre os principais problemas de saúde sempre foram uma preocupação das autogestões. Por isso, receberemos a inscrição de campanhas e projetos inovadores relacionados a essa temática. 

Além dos formatos tradicionais de publicação científica, com artigos originais e de revisão, o espaço está aberto também para relatos de caso, ou seja, qualquer conteúdo que estimule o compartilhamento de conhecimentos. Os trabalhos serão expostos em forma de pôster, no 20º Congresso Internacional UNIDAS – SAÚDE HOJE E AMANHÃ, que será realizado de 26 a 28 de outubro de 2017, no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, em Foz do Iguaçu (PR), As regras de participação estão definidas abaixo, a saber:

Abreviaturas padrão poderão ser usadas. Quando utilizá-las, use a palavra inteira na primeira vez que mencioná-la, seguida da abreviatura entre parênteses;

INFORMAÇÕES GERAIS

Importante: cada trabalho aceito requer a participação no Congresso de pelo menos um dos autores ou coautores.

MODO DE APRESENTAÇÃO: PÔSTER

DA PREMIAÇÃO

Haverá avaliação e escolha de posters premiados por categorias. Os critérios utilizados para a premiação serão o valor científico e originalidade do tema. Os autores premiados receberão certificado e troféu, de acordo com a classificação em primeiro, segundo e terceiro lugares.

ANEXO – EXEMPLO DE RESUMO

ESTIMATIVA DO IMPACTO CLÍNICO E ECONÔMICO DA DOR CRÔNICA EM BENEFICIÁRIOS DE UM PLANO DE SAÚDE PRIVADO NO BRASIL

Reis Neto, J P; Tovar, C

CAPESESP – Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde, Brasil

OBJETIVOS: Não existem informações precisas para o Brasil sobre a prevalência de dor crônica. Dados da literatura mundial referem índices que variam de 8 a 60%, constituindo uma das razões mais comuns de procura por cuidados e serviços de saúde. O objetivo deste estudo é estimar o impacto deste problema sobre a população de beneficiários de um plano de saúde privado brasileiro.

MÉTODOS: a partir dos resultados de inquérito epidemiológico em 46.407 beneficiários do plano de saúde, foi avaliado, dentre aqueles que referiram espontaneamente algum sintoma, a presença de dor. Os dados primários, relativos a despesas com hospitalização e uso de serviços médicos durante um período de 12 meses, dos beneficiários que referiram dor foram analisados e comparados com os de indivíduos sem estas condições. Foi analisada ainda a base de dados do benefício farmácia referentes a 54.843 unidades de medicamentos reembolsados, identificando aqueles usados mais comumente no tratamento deste sintoma.

RESULTADOS: 31,0% dos beneficiários com algum tipo de sintoma referiram dor, predominantemente localizada em membros inferiores (30,0%), coluna (30,0%), articulações (18,0%), abdome (9,0%) e outras regiões (14,0%). Comparados indivíduos com dor versus os sem dor, foi observada utilização 2,6 vezes maior de serviços médico-hospitalares (consultas, exames e internações) e despesa per capita anual, respectivamente, de R$ 2.350,00 e $ 1.145,00 Dos medicamentos reembolsados com maior freqüência, 36,0% referem-se a produtos comumente utilizados no tratamento da dor (10,5% anti-inflamatórios não hormonais, 9,0% anticonvulsivantes, 7,3% analgésicos não-opióides, 4,4% benzodiazepínicos, 3,8% antidepressivos, 1,0% neurolépticos).

CONCLUSÕES: apesar das dificuldades na identificação do portador de dor crônica, através de inquérito epidemiológico e análise de benefício farmácia foi possível estimar indiretamente que a prevalência na população do plano de saúde é elevada, com maior procura pelos serviços de saúde e impacto sobre o orçamento. Tal constatação demonstra a necessidade de uma reflexão no processo de tomada de decisão implementando medidas efetivas de apoio às pessoas nestas condições.