Números históricos: com público recorde, 17º Seminário UNIDAS debate os impactos dos novos marcos regulatórios na saúde suplementar

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Números históricos: com público recorde, 17º Seminário UNIDAS debate os impactos dos novos marcos regulatórios na saúde suplementar

Mais de 1.400 pessoas estiveram em Brasília e participaram de palestras, discussões e oficinas sobre os temas mais importantes para o atual momento do setor

O 17º Seminário UNIDAS – Novos marcos regulatórios na saúde suplementar e os seus impactos bateu todos os recordes. Realizado nos dias 14 e 15 de abril, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF, o evento teve 1.627 inscritos e registrou 1.443 presentes (check-ins), com 93 filiadas, 374 dirigentes (presidentes, CEOs, vice-presidentes, diretores e superintendentes), mais de 10 membros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entre eles, presidente, diretores, assessores e técnicos; além de 345 gerentes, 163 supervisores e coordenadores, 537 técnicos, 45 patrocinadores, 1 deputado federal, 1 procurador federal e 1 juiz federal de direito.

Em mais de 24 horas de programação, o encontro mais importante da saúde suplementar no primeiro semestre debateu, entre outras coisas, os desafios, as oportunidades e os caminhos que o setor deve seguir após as mudanças provocadas pela Resolução Normativa 649/2025, que entra em vigor no dia 1º de julho deste ano, atualizando a RN 137/2006.

Abertura oficial alinha discursos de UNIDAS e ANS

A edição 2026 do seminário foi inaugurada oficialmente por Mário Jorge, presidente da UNIDAS, e teve como convidado especial Wadih Damous, presidente da ANS. A convergência dos discursos chamou a atenção do público: ambos ressaltaram que “a saúde suplementar vive um ponto de inflexão”, que exigirá mudanças estruturais na regulação.

Em sua fala inicial, Mário Jorge pontuou que as transformações regulatórias redefinem não somente a maneira como as autogestões operam, mas como entendem seu papel na sociedade. “A regulação não é um fim em si mesma, ela precisa ser compreendida em sua dimensão mais ampla, como instrumento de equilíbrio, de indução e de proteção. E os novos marcos regulatórios não são ameaças. São convites para que as autogestões se reinventem, se fortaleçam e, simultaneamente, sejam eficientes e humanas, inovadoras e éticas, superavitárias e socialmente responsáveis”, argumentou.

Damous acrescentou que a ANS tem dado uma importância muito grande ao trabalho das autogestões, o que resultou na elaboração da RN 649. “A atualização normativa vai fortalecer, aperfeiçoar e tornar mais consistentes a governança e a proteção dos beneficiários do sistema de autogestão. Dito isso, o pior caminho agora é a inércia. Não agir significa aceitar o agravamento da crise financeira, a redução do acesso, o aumento das desigualdades e a multiplicação dos conflitos judiciais. É hora de abandonar a regulação tímida, fragmentada, e de responder por acerto, continuidade e racionalidade. Porque é na autogestão que o sentido original da saúde suplementar ainda é mais visto”.

Caminhos para a nova saúde suplementar


Mediada por Mário Jorge e com participação de Wadih Damous, a mesa de abertura levou à plenária dirigentes de sete das mais importantes entidades da área da saúde: Abramed, Abramge, Anahp, CNSaúde, Fenasaúde, InovaHC e SindHosp/FeSaúde.

Presidente da Abramge, Gustavo Ribeiro iniciou a discussão dizendo que o momento exige um passo mais avançado, em busca de equilíbrio, sustentabilidade e outras premissas uníssonas do setor. “Porém, existe uma vasta gama de assuntos que precisam ser tratados antes de buscarmos uma reforma profunda, seja na lei ou na regulação. E precisam ser tratados por uma ordem de importância no binômio sociedade e setor”.

Giovanni Cerri, presidente do InovaHC, comentou que deve haver um esforço para mudar os parâmetros de assistência à saúde. “Sem dúvida, a palavra central é sustentabilidade. É importante enxergar que a saúde tem que ser centrada no paciente, pois o que interessa é a qualidade do atendimento que ele recebe. Também estamos vivendo uma era da transformação digital, em que a tecnologia pode proporcionar a inclusão de pacientes que hoje estão distantes do atendimento. E isso vale tanto para o setor público quanto para o setor privado”.

Durante sua explanação, o presidente do Sindhosp e da Fesaúde, Francisco Balestrin, fez questão de apontar para a importância da busca por um padrão assistencial, em que todo brasileiro tenha acesso qualificado à saúde. “O acesso tem que acontecer, e nós precisamos ter um sistema em que as informações dos pacientes sejam únicas. Não deve existir o paciente privado, público ou filantrópico. Deve existir o cidadão, cujos dados precisam ser usados para a oferta de um acesso qualificado ao setor de saúde”.

Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, afirmou que a qualidade deve ser o DNA da prestação de serviço. “Estamos aqui para zelar pela qualidade. Se nós não seguirmos uma pauta para que a ela seja adequadamente trazida à tona e remunerada por isso, daqui a 5 ou 10 anos ainda estaremos falando sobre qualidade. Porque muito pouco pode ter sido feito”.

Logo em seguida, o diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral, discorreu sobre a questão da sustentabilidade do mercado. “Muito se fala em sustentabilidade, porém o nosso objetivo final não pode ser esse. Sustentabilidade é instrumento, enquanto o objetivo final tem que ser cuidar das pessoas. E, para que isso ocorra, as operadoras precisam, sim, ser sustentáveis, mas não podemos abrir mão da sustentabilidade também de hospitais, laboratórios e da indústria”.

Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, demonstrou seu orgulho pelo papel desempenhado pela saúde suplementar, mas também frisou que ainda há muito a ser feito. “São 2 bilhões de atendimentos, a 53 milhões de pessoas. Estamos salvando vidas, e temos que manter esse papel com qualidade. No entanto, sabemos dos desperdícios, das iniquidades. Enquanto representantes do setor de saúde, precisamos ter este cuidado de não incentivar esses e outros problemas”.

Encerrando as discussões da mesa, Marco Aurélio Ferreira, diretor de Relações Governamentais da Anahp, deixou em seu discurso um discurso ao público que o acompanhava: “se quisermos melhorar o futuro, precisamos começar neste ano votando e escolhendo os políticos que melhor representam a saúde. Procurem saber em quem vocês estão votando, o que impacta no trabalho de vocês, o que esse candidato vai somar para que possamos avançar e olhar para o futuro”.

Regulação responsiva

O presidente do Conselho Deliberativo da UNIDAS e presidente da Abertta Saúde, Werner Dalla, foi responsável por moderar o painel que teve como convidados Eliane Medeiros, diretora de Fiscalização da ANS, e José Luiz Toro, consultor jurídico da UNIDAS. Os especialistas discorreram sobre os desafios de regulação e fiscalização que surgirão com a nova RN 137.

Dalla abriu o debate dizendo que o momento atual é de transformação para o segmento. “A modernização que estamos vendo na ANS tem trazido grande evolução para o nosso modelo, deixando de ser uma regulação que controla e pune e passando a ser uma regulação com mais inteligência da parte das operadoras, com visão preditiva e preventiva. Isso nos ajuda a proporcionar a qualidade do sistema de autogestão, que todos tanto queremos e que é tão significativo para a saúde suplementar”.

Eliane corroborou com o posicionamento do mediador, comentando que o maior objetivo da ANS é solucionar os conflitos antes mesmo que eles surjam. “Será que o excesso de punição é um sinal de eficiência? A partir desse questionamento, definimos um novo modelo que trabalha em busca de três objetivos principais: a prevenção, a qualificação dos processos internos e a redução de conflitos. Isso traz segurança jurídica tanto para o regulador quanto para o regulado”.

Em sua apresentação, Toro salientou que a ANS está caminhando para uma regulação que não deixa de ser também de comando e controle, mas passa a ser mais responsiva, com uma autorregulação regulada. “O que estamos vendo é uma mudança muito significativa de mindset, em que o processo administrativo sancionador deixa de tratar os casos individualmente e passa a tratá-los de forma coletiva. A ideia da ANS é trabalhar a macrorregulação, cabendo às autogestões fazer a microrregulação”.


Potencial e desafios da pesquisa clínica
A edição 2026 do Seminário UNIDAS jogou luz sobre a inovação assistencial que pode ser promovida pela pesquisa clínica. Marcaram presença no painel sobre o assunto o diretor técnico da UNIDAS e presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto, o deputado federal Pedro Westphalen, o coordenador de Hematologia no Instituto Américas, Angelo Maiolino, e a CEO da healthtech LetMeTrial, Roberta Pozza.

Anfitrião da conferência, Reis Neto dissertou sobre a importância dos novos marcos regulatórios para a pesquisa clínica. “As tecnologias inseridas no Brasil precisam entregar valor para o usuário do setor de saúde. E, nesse sentido, as mudanças regulatórias representam um marco para a pesquisa clínica nacional, capaz de fazer com o que o nosso país volte a ter uma participação mais ativa nos diversos estudos que garantem, de fato, inovação para os beneficiários, para os pacientes”.

Relator na Câmara dos Deputados da nova Lei de Pesquisa Clínica, Westphalen pensa que o Brasil tem condições favoráveis para a realização desse tipo de estudo. “Não é necessário sair daqui para pesquisar sobre qualquer raça ou clima. Mais do que isso, somos cerca de 215 milhões de brasileiros, temos o SUS, que é o principal sistema de saúde do mundo. Os maiores consumidores de medicamentos, tecnologia e inovação estão no Brasil, e as empresas querem investir no nosso país. Ou seja, a pesquisa é absolutamente fundamental para a saúde do nosso povo”.

Maiolino explicou que houve uma subutilização do potencial do país nos últimos tempos, porém, agora, surgem amplas perspectivas. “A aprovação da nova lei está mudando o panorama da pesquisa clínica. Os órgãos de regulação são fundamentais para dar credibilidade ao que estamos fazendo, para que estejamos alinharmos às boas práticas internacionais. O arcabouço regulatório é absolutamente imprescindível para o desenvolvimento de um ensaio clínico, seja ele investigador ou de teste de novos medicamentos ou novas tecnologias”.

Por fim, Roberta detalhou a maneira como as operadoras, a partir da nova legislação de direitos do paciente, podem contribuir com as pesquisas clinicas. “É essencial oferecer uma jornada que seja segura ao paciente, para que, ao ser oferecido a um estudo, ele não imagine que está recebendo uma negativa de cobertura relacionada a algum tipo de tratamento. E, sim, enxergue isso como uma alternativa, uma oportunidade de sobrevida”.

Oportunidades para beneficiários e empregadores

As oportunidades para beneficiários e empregadores surgidas com a nova autogestão em saúde também estiveram no centro do palco do CICB. Paulo Alves, presidente da Saúde Petrobras, Agenor Trindade, presidente do Grupo Camed e membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, e Fernando Akio, diretor médico da P&G para a América Latina, foram mediados pela diretora de Treinamento e Desenvolvimento da UNIDAS, Luciana Dalcanale, e entregaram insights extremamente pertinentes sobre o assunto.

“Hoje, 75% dos 53 milhões de beneficiários estão vinculados ao sistema da saúde suplementar por causa de uma empresa. Quando paramos para pensar em uma nova autogestão, com novas oportunidades a explorar, precisamos, mais do que nunca, ter uma conversa entre contratado e contratante”, explicou Luciana. “Afinal, as empresas oferecem benefícios não só porque dão acesso mais rápido aos cuidados de saúde, mas porque atraem talentos, melhoram a produtividade e contribuem com o clima organizacional”, completou.

Alves opinou que as autogestões estão preparadas para encarar desafios como a pressão de custos e a alta exigência dos beneficiários. “Que bom que nossos beneficiários são exigentes, porque isso joga o sarrafo lá para cima, exige de nós um nível de excelência sempre crescente. Nosso DNA é de muita proximidade com eles e, consequentemente, conseguimos alocar recursos a cada grupo específico, em função do seu perfil etário e epidemiológico. E isso dá uma vantagem muito grande para as autogestões”.

Concordando com o posicionamento de seu colega de painel, Trindade reforçou que o Grupo Camed tem buscado abraçar as novas oportunidades desde que o debate sobre a RN 649 surgiu. “E isso só será possível se alcançarmos a excelência para um público extremamente exigente e construirmos soluções de jornadas muito ágeis. Olhamos com aderência, mas também enxergamos uma grande necessidade de mudanças, a fim de reinventar os modelos de negócio dentro das autogestões e garantir celeridade, atenção e cuidado”.

Akio levou à discussão o ponto de vista de uma empresa contratante do serviço de plano de saúde. “A vantagem que a autogestão tem é estar próxima do beneficiário, o que é o oposto de uma operadora ou de uma seguradora tradicional, que usa dados genéricos. A autogestão tem uso inteligente dos dados, estratificação da sua população, atuação sobre casos de alto custo e, principalmente, modelos com algum grau de compartilhamento de risco. No fim do dia, o que queremos não é comprar acesso. Mas, sim, a sustentabilidade do plano de saúde”.

Olhar de quem construiu a UNIDAS

O evento proporcionou o encontro entre alguns dos ex-presidentes da UNIDAS, responsáveis diretos pela consolidação da entidade. Mediador da conversa, o presidente da FioSaúde e membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, José Antônio Diniz, lembrou “que somos cinco ex-presidentes aqui nesse palco, porque o regime é presidencialista. Porém nenhum de nós fez nada sozinho. Mesmo antes de ter esse nome, a UNIDAS sempre foi um time”.

Sucessora de Diniz à frente da instituição, a CFO e sócia da A4 Quality Healthcare, Marília Ehl Barbosa, lembrou que as conquistas obtidas no segmento tiveram início anos atrás. “Discutir com a ANS era uma luta sozinha de cada entidade, de como fazer crescer nossa modalidade diante de uma população que envelhece e permanece com a gente. Nós tivemos essa visão e, depois de muito trabalho, vemos um legado construído e colhemos os resultados”.

Outra a recordar o início da trajetória da UNIDAS foi a CEO do Instituto Coalizão Saúde, Denise Eloi. “No início deste século, com a criação da ANS, o movimento de mercado era pela busca da sustentabilidade. Enquanto isso, a UNIDAS, que na época tinha representações fragmentadas, tomou a iniciativa de se unir. E essa união permanece até hoje, como algo que está na essência do nosso propósito e leva ao protagonismo dentro da saúde suplementar”.

Jornalista de carreira, o ex-presidente Aderval Paulo Filho comentou sobre o passo a passo ao longo dos anos, que levou a conquistas essenciais como a nova RN 137. “Viemos em doses homeopáticas, criando todo esse cenário. Nos aproximamos da ANS com conversas praticamente semanais, conduzidas pelo José Luiz Toro. Fomos ao legislativo, em um processo político junto à Câmara e ao Senado, e agora estamos vendo essas atitudes florescerem. Mas não vamos parar por aqui, pois existem muitos desafios pela frente”.

Antecessor de Mario Jorge, Anderson Mendes, diretor de Negócios da Premium Care Participações, definiu a UNIDAS como “um farol de transformação para as autogestões”. Ele completou: “é graças a ela que temos hoje esse nível de profissionalismo nas nossas operadoras, que vemos essa capacidade técnica, essas discussões de altíssimo nível. Tudo sempre pode ser aprimorado, mas, quando olhamos para a UNIDAS, vemos todo um segmento muito mais bem estruturado, que tem alcançado grandes conquistas”.

Segurança jurídica e judicialização

Um dos principais responsáveis pela luta da modernização das normas regulatórias, José Luiz Toro voltou à plenária para mediar o painel “Segurança jurídica e judicialização”, em que a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Daiane Nogueira, o juiz federal de Direito, Clenio Schulze, e o procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à ANS, Daniel Tostes, propiciaram uma discussão aprofundada sobre os novos critérios e os consequentes novos paradigmas que passam a rodear a atuação das operadoras de autogestão.

“Temos de entender a complexidade do tema judicialização da saúde e manter espaços permanentes de cooperação e monitoramento. E, a partir desse diálogo interinstitucional, conseguimos propor políticas públicas judiciárias que, no final das contas, fortalecem as políticas públicas de saúde. Essa é a melhor forma de enfrentar a questão da judicialização da saúde, que é uma realidade”, opinou Daiane.

Schulze explanou sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7265, por meio da qual o Supremo Tribunal Federal (STF) validou, em setembro de 2025, a cobertura de tratamentos fora do rol da ANS, desde que cumpridos critérios rígidos. “Desde então, o cenário é efetivamente novo. Atualmente, se algum juiz do Brasil proferir uma decisão em desconformidade com o entendimento da ADI 7265, a operadora pode apresentar uma reclamação no mesmo dia, diretamente ao STF, para cassar essa decisão. Para condenar a operadora a oferecer, por exemplo, uma cirurgia reparadora ou um tratamento a casos de TEA, é preciso demonstrar os requisitos fixados na ADI 7265. Ou seja, há muito mais segurança jurídica”.

Último dos painelistas a falar, Tostes ressaltou que as normas jurídicas são a maneira mais adequada de estabelecer alinhamento de incentivos quem no final, projetam comportamentos desejados. “É isso que todos nós, enquanto consumidores e cidadãos, esperamos. E é isso que me parece claro que hoje se entrega em termos de desafio, para que o poder público, o Judiciário e a ANS consigam estabelecer formas de coordenação que funcionem não apenas como sinergias em termos de ajuste de competência. Mas, principalmente, projetando eficiência nesse ambiente econômico tão complexo e importante para todos que desejam envelhecer com saúde e qualidade”.

O preço de inovar no acesso

O painel “Acesso: quem define o preço da inovação?” reuniu Denizar Vianna, superintendente do IESS, Cássio Ide Alves, diretor-técnico médico e representante no CoSaúde pela Abramge, e Clarice Petramale, representante no CoSaúde pela Unimed. A condução ficou a cargo de Lenise Barcellos, diretora de Normas e Habilitação de Produtos na ANS.

“Quando falamos em acesso à saúde, falamos sobre quem vive, qual é a espera e qual é o resultado em saúde que vamos alcançar. Conseguimos desenvolver no Brasil e mundo uma série de tecnologias avançadas, medicamentos cada vez mais precisos, diagnósticos cada vez mais importantes. E essa velocidade é impressionante”, argumentou Lenise. “Mas existem duas perguntas que insistem em nos acompanhar: quem consegue acessar essa inovação? O que define o preço? O fato é que na saúde, diferentemente de outros setores, a avaliação de preço não pode ser exclusivamente econômica. Isso, muitas vezes, nos leva a uma decisão moral”, adicionou ela.

Vianna apresentou um estudo de caso com Zolgensma, uma terapia gênica para atrofia muscular espinhal, que segue um modelo de precificação diferente do adotado hoje pelas indústrias farmacêuticas para inovação radical. “O nosso grande desafio na precificação é equilibrar o incentivo à inovação com o acesso à população. Isso é uma iniciativa da OMS, o chamado Fair Price, o que nos mostra que essa não é uma discussão local, mas uma discussão global e muito complexa”.

Em sua argumentação, Ide Alves frisou a relevância da Resolução nº 3 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), de dezembro do ano passado, que estabelece os critérios para a definição de preços de produtos novos e novas apresentações de medicamentos. “Esta, com certeza, é a maior evolução no mercado farmacêutico nos últimos 21 anos. Essa resolução tornou o processo técnico-científico mais organizado, levando em consideração o benefício clínico, o incremento e a atividade inovativa. Mantemos o referenciamento externo e a política de reajustes anuais, só que a cesta de países ficou mais robusta”.

Fechando o painel, Clarice demonstrou otimismo ao dizer que o problema da precificação, que assombra o setor há mais de 20 anos, está prestes a ser resolvido. Todavia, ressaltou: “a tecnologia mudou, o mundo mudou e nós não acompanhamos. Na virada do século, com a criação de agências como ANS e Anvisa, tivemos um grande impulso para conseguir que o Brasil tivesse acesso a novas tecnologias. Porém, se não chegar à pessoa doente, não é acesso. Estamos fazendo todas as etapas, gastando dinheiro e fazendo as coisas andarem, porém não adianta nada ter tecnologia vendendo no mercado sem um sistema de saúde que dê conta de atender às pessoas”.

Financeiro no centro da estratégia

O último dos 7 painéis do encontro jogou luz sobre um dos assuntos mais importantes para as operadoras de autogestão: o financeiro no centro da estratégia para garantir o equilíbrio do segmento. Rodrigo Spada, presidente da Amafresp e membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, mediou a mesa-redonda composta Marcos Roberto Ribeiro, diretor-presidente da Diretoria Executiva da Casu/UFMG, Francisco Tavares Júnior, CEO da Unimed Natal, e Cesar Brenha, diretor-adjunto da Diope/ANS.

Ribeiro exibiu um estudo de caso sobre quem paga a conta dos planos de saúde, demonstrando a solidez financeira da Casu/UFMG e questionando se pequenas e médias operadoras teriam capacidade para suportar o volume e o custeio elevados. “É fundamental que tenhamos estudos globalizados, com análise de todos os possíveis cenários de custo. Além disso, reitero a importância das Comissões da UNIDAS, em particular a Comissão de Desenvolvimento e a Comissão Atuária, na atuação para verificar quais operadoras podem somar na busca pela diminuição do capital de risco”.

“A sustentabilidade, obviamente, é um grande desafio para a saúde suplementar ainda.  Por isso, é vital falar sobre o eixo dos modelos de remuneração”, sublinhou Tavares Júnior. “Com o modelo correto, as operadoras conseguem oferecer um menor tempo de internação, sem permanência e exposição desnecessárias, e o beneficiário pode ter a recuperação no conforto do lar. Além disso, colocam em prática cuidado coordenado, jornada integrada, segurança maior, protocolos que reduzem erros e buscam melhores desfechos com tratamento baseado em evidência científica. Em resumo, saímos de um modelo tradicional e focamos no valor em saúde”, adicionou ele.

Já Brenha expôs a sua visão como parte de um órgão regulador. “Acho muito mais construtivo falar das dificuldades e de como podemos melhorá-las. A saúde suplementar é um mercado heterogêneo e complexo, em que é muito difícil conjugar os interesses de prestadores, beneficiários, operadoras e, agora, farmacêuticas. Então, nós partimos para as formas de combater essas dificuldades, como o resseguro, o modelo de remuneração e, focando nas autogestões, a inovação regulatória, que entrega um pacote de medidas que vai atender demandas históricas da modalidade”.

Moderador do painel, Spada fechou a discussão realçando outro aspecto ligado a sustentabilidade. “O financeiro é que primeiro tópico que nos vem à mente, porém sustentabilidade é algo mais amplo, que envolve o social. Ainda mais nas autogestões, onde o público é muito delimitado e não conseguimos buscar novas adesões em aberto. Dito isso, o relacionamento com o nosso beneficiário se faz ainda mais relevante e tem que estar muito fortalecido”.

Palestra magna com a atriz Denise Fraga

A consagrada atriz Denise Fraga foi a convidada especial para comandar a palestra de encerramento do 17º Seminário UNIDAS. Com o carisma de sempre, ela propôs aos presentes uma reflexão a respeito das “Conexões humanas em tempos digitais”, destacando a importância de cultivar vínculos genuínos e empatia em um mundo cujo ritmo, cada vez mais, é ditado pela tecnologia.

“Estamos sendo reformatados por esse ritmo acelerado e pelas interações mediadas por telas. Nenhum de nós foi feito para essa vida tão veloz, e as relações estão ficando mais pragmáticas e superficiais, o que pode reduzir nossa capacidade de afeto e de convivência. A gentileza, porém, será sempre um ato de resistência, e pequenos gestos de atenção, respeito e cuidado podem transformar as relações pessoais e profissionais”, ponderou a atriz.

Oficinas 

IA, futuro da regulação e multipatrocínio

Três oficinas ocorreram de maneira simultânea no primeiro dia do seminário. Amanda Bassan, gerente-executiva da UNIDAS, coordenou a conversa sobre inteligência artificial na saúde, com a presença de Filipe Signorelli, diretor-executivo do Instituto Ética Saúde, Guilherme Klafke, líder de Projetos no Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação na FGV Direito-SP, e Luiz Fernando Picorelli, DPO de autogestões.

 

Eli Melo Jr., vice-presidente da UNIDAS, recebeu Carla Soares, diretora de Gestão Interina da ANS, Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, e Marco Antonio Bego, diretor executivo do InovaHC, para uma discussão acerca de interoperabilidade, dados e transparência na regulação.

 

 

Alexandre José da Silva, membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, por sua vez, mediou a oficina dedicada aos impactos do multipatrocínio na nova autogestão, que teve participação de Raquel Marimon, diretora de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), e Tatiana Xavier, sócia-diretora técnica de Saúde da Rumo Atuarial.

 

Cases de sucesso e visão estratégica na odontologia

Na quarta-feira, Deborah Hoffman, diretora de Comunicação na UNIDAS, coordenou a oficina que exibiu dois cases marcantes das comissões da entidade: “Manual de gestão da internação hospitalar – da teoria à prática”, da Comissão de Regulação e Normas Técnicas, que teve como representante Isabella de Andrade, coordenadora de Convênios de Patrocínio na Fundação Assefaz; e “Cartilha sobre documentação de reembolso”, da Comissão de Faturamento e Reembolso, conduzido por Cibele Fabri, gerente de Controle de Sinistros na Vivest.

Diretor de Integração da UNIDAS, Maurício Lopes foi o responsável por comandar a apresentação das “Experiências exitosas das autogestões”, pensada para compartilhar iniciativas concretas que demonstram, na prática, como as autogestões vêm inovando, gerando valor para seus beneficiários e contribuindo para a sustentabilidade do sistema. O case “Vivamente”, da Vivest, foi apresentado por Hozana Jannuzzi, gerente-executiva de Gestão de Pessoas na operadora, enquanto o case “FIP”, da Abberta Saúde, foi apresentado por Werner Dalla, presidente da instituição e do Conselho Deliberativo da UNIDAS.

A terceira oficina do dia, “Visão estratégica para sustentabilidade em odontologia”, foi mediada por Emanuella Faheina, diretora do Grupo Camed. As convidadas para o debate foram Athina Bamihas, responsável técnica da Fapes/BNDES, e Dominic Lourenço, diretora-adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, que discorreram sobre pontos como a integração entre os atores do mercado e a capacidade de adaptação a um cenário em constante evolução.

Prêmio IDSS


Trinta operadoras filiadas atingiram nota de excelência (acima de 0,8) no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, da ANS, no ano-base 2024 e foram homenageadas pela UNIDAS com a realização do Prêmio IDSS 2025. São elas:

– Abertta Saúde (nota máxima)
– Afrafep
– AMMP Saúde
– Apas Bauru
– Arcelormittal
– Asfal
– Aspará
– Cabergs
– Caberj
– Casec
– Casembrapa
– Casu/UFMG
– Celos
– Cemig Saúde
– Copass Saúde
– Economus
– Elosaúde Saúde
– Fapes
– Fisco Saúde
– Fundação Libertas
– Fundação Sanepar
– Fundação São Francisco Xavier (nota máxima)
– Itaipu Binacional
– Judicemed
– Luminar Saúde
– Pasa
– Postal Saúde
– Saúde Petrobras
– Sim Saúde
– Stellantis

Prêmio Saúde UNIDAS

Como já é tradição, o evento reconheceu os projetos vencedores do Prêmio UNIDAS 2025, que apresentaram os trabalhos ganhadores e trouxeram exemplos de boas práticas em saúde.

Na categoria filiada, o primeiro lugar ficou com Frank Ney Lima, gerente executivo de Risco Populacional na CASSI, que apresentou um modelo de monitoramento assistencial voltado à identificação de participantes com alto potencial de variação nas despesas e maior necessidade de cuidado coordenado. Ao explicar a proposta, ele destacou que o objetivo era antecipar movimentos de agravamento e oferecer respostas mais adequadas a esse grupo. “Será que existem pessoas hoje, indivíduos hoje, que estão num trajeto, numa jornada assistencial semelhante à desse grupo que impactou, mas lá atrás, antes de impactar?”, questionou. Segundo ele, a ideia é usar essas informações para “entregar um cuidado coordenado à medida da sua necessidade”.

O segundo lugar entre as filiadas foi apresentado por Tatiana Saraiva, enfermeira navegadora da CASU/UFMG, om um projeto voltado à organização da jornada assistencial do idoso com retinopatia. Ao abordar o impacto da condição, ela destacou os efeitos diretos na autonomia dos pacientes. “Se a gente perde a capacidade de enxergar, a gente perde qualidade de vida, a gente perde autonomia, a gente perde independência para as atividades de vida diária”, afirmou . Segundo ela, esse cenário compromete não apenas a rotina, mas também a expectativa de vida dos idosos.

Em terceiro lugar na categoria filiada, Marcelo dos Santos, médico da família na CASSI, apresentou um trabalho sobre a interconsulta entre médico e farmacêutico no acompanhamento de idosos polimedicados, com foco na prevenção de internações hospitalares. Ao contextualizar a iniciativa, afirmou que “estar aqui é mostrar que a gente está no caminho certo em busca da excelência do nosso atendimento” e ressaltou que a proposta surgiu da necessidade de encontrar soluções para um grupo de pacientes marcado por internações recorrentes e uso excessivo de medicamentos. “Eles têm riscos por conta do uso excessivo de medicações e a gente traz o farmacêutico pra conseguir fazer um estudo do que a gente pode fazer de melhoria medicamentosa, de cuidado com esse idoso”, disse.

Fechando as apresentações, o primeiro lugar na categoria não filiada coube a Rogério Silicani, sócio-fundador da Agile Healthtech, com um trabalho sobre o uso de inteligência artificial para ampliar o engajamento de idosos no cuidado humano. Ao abordar os desafios das carteiras envelhecidas nas autogestões, ele chamou atenção para a baixa adesão desse público às ferramentas tradicionais. “São aquelas pessoas que justamente menos aderem à tecnologia e menos aderem às suas linhas de cuidado, que são as pessoas com mais de 60 anos de idade”, afirmou. Rogério também fez questão de frisar que a proposta não substitui o profissional de saúde, mas o apoia. “Não é uma resposta automática de uma inteligência artificial pra um paciente. É um modelo de inteligência artificial que apoia a equipe multidisciplinar pra tomar decisões”, explicou.

Bastante respeitada pelas operadoras de autogestão, a premiação reuniu iniciativas de filiadas e não filiadas à UNIDAS, evidenciando como o compartilhamento de experiências contribuem para a sustentabilidade do setor.

Prêmio InovaSaúde UNIDAS

A inovação também teve espaço na programação do seminário, com a apresentação dos cases vencedores do Prêmio Inova Saúde UNIDAS, cuja premiação foi realizada no 28º Congresso Internacional UNIDAS, em novembro do ano passado. No encontro, as startups finalistas voltaram ao palco para detalhar as soluções que se destacaram no ano-base 2024 e ampliar o diálogo com as filiadas sobre caminhos possíveis para enfrentar desafios da saúde suplementar por meio de tecnologia, inteligência de dados e ganho de eficiência operacional.

A Safee, vencedora do 1º lugar com o case “Plataforma Safee – gestão de rede”, apresentou uma proposta voltada à qualificação e à atualização contínua da rede credenciada. Ao defender uma gestão menos reativa e mais estruturada, a CEO Fernanda Clava afirmou que a rede assistencial precisa ser tratada como um ativo estratégico das operadoras. “A rede é viva e precisa estar atualizada para o beneficiário. No final, a gente não está falando sobre gerir prestadores, mas sobre garantir o acesso à saúde de verdade”, disse.

Na sequência, a Quantify, que conquistou o 2º lugar com o case “Gestor de reclamações (SaaS)”, apresentou uma solução desenhada para automatizar o fluxo de tratamento de reclamações e apoiar as operadoras na redução de riscos regulatórios. Diretor de Healthcare da empresa, Caio William Batista dos Santos chamou atenção para o impacto desse tipo de demanda na experiência do beneficiário. “Quando a gente fala de reclamações, a gente está falando de dor. Muitas vezes, a NIP é a última instância de um beneficiário que não conseguiu ser alcançado nos canais anteriores. A nossa proposta é transformar esse processo com inteligência, padronização e controle”, afirmou.

O 3º lugar ficou com a Carefy, que levou ao seminário o case “Auditoria inteligente com IA: o novo padrão de eficiência para autogestões”. Durante a apresentação, o CEO e cofundador Marcelo Alexandre Santos defendeu o uso da inteligência artificial para ampliar a capacidade de análise sobre despesas assistenciais e apoiar decisões mais precisas na auditoria em saúde. “Hoje o mercado olha só para a ponta do iceberg. Noventa por cento do sinistro ainda não é auditado. A proposta é usar a tecnologia para ampliar essa capacidade de análise e direcionar a auditoria para aquilo que realmente faz sentido”, afirmou.

6º Café da Manhã das Comissões

Com abertura realizada pelo presidente Mário Jorge e pelo consultor jurídico José Luiz Toro, a sexta edição do Cafédas Manhã das Comissões propôs insights importantes sobre o papel dos 17 grupos de trabalho que integram a entidade.

A coordenadora de Comissões, Produtos e Serviços da UNIDAS, Lizandra Bizarro, esteve à frente do encontro e falou aos presentes sobre o recém-lançado aplicativo “Justificativa” e sobre atualização do website, que melhora a experiência do usuário de quem busca por mais informações sobre o assunto. “As Comissões são um dos principais espaços de construção técnica da UNIDAS. Com o lançamento do aplicativo ‘Justificativa’ e a atualização da página, buscamos dar mais fluidez à comunicação e melhorar a experiência de quem participa e acompanha os trabalhos.”

 

Talks patrocinados

 

Os dois primeiros talks do encontro foram realizados pela AstraZeneca, com palestras extremamente importantes sobre o tratamento do câncer: “Equilibrando valor clínico e sustentabilidade em saúde nas decisões em onco-hematologia”, conduzida por Vinícius Gonçalves, oncologista clínico com atuação em auditoria médica e farmacoeconomia; e “Inovação no câncer de pulmão EGFR-mutado – equilibrando acesso, valor clínico e orçamento”, que teve no centro do palco p oncologista clínico Pedro Aguiar.

A Johnson & Johnson organizou uma roda de conversa sobre a terapia-alvo no câncer de pulmão, em que Fernando Vidigal, oncologista titular do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, abordou os caminhos do tratamento da doença, desde a inovação até a sustentabilidade.

 

 

Logo depois, Rogério Scarabel, sócio do M3BS Advogados, moderou o talk “Como integrar as ações da saúde suplementar para alavancar prevenção incluindo vacinação em adultos”, promovido pela GSK, que teve como painelistas Claudio Patrus, especialista de Desenvolvimento Industrial do Sesi Nacional, Regina Mello, gerente-executiva de Saúde na Vivest, e Valéria Clemente, diretora-executiva de Acesso e Preço na GSK.

Almoços patrocinados

Os almoços patrocinados do dia 14 de abril ampliaram o debate técnico do seminário, com apresentações voltadas à incorporação de tecnologias e ao enfrentamento de desafios assistenciais nas autogestões. As discussões passaram por temas como previsibilidade na distribuição de medicamentos, com a Singular; inovação no tratamento do mieloma múltiplo recidivado refratário, com a GSK; e avanços terapêuticos na miastenia gravis generalizada, apresentados pela Johnson & Johnson. Também foram abordados o panorama das doenças pulmonares graves e a fibrose pulmonar idiopática, pela Boehringer, além das contribuições da medicina de precisão no câncer de próstata e de mama, trazidas pela AstraZeneca. Fechando a programação do dia, a Rede Santa Catarina discutiu caminhos práticos para geração de valor em saúde, com foco em governança clínica e financeira aliada a parcerias com autogestões.

No dia 15 de abril, os encontros mantiveram o foco em soluções aplicadas à gestão e ao cuidado. A Hologic apresentou os impactos da biópsia a vácuo no contexto das autogestões, enquanto a Johnson & Johnson trouxe a importância da estruturação de linhas de cuidado em saúde mental. A Roche discutiu o valor clínico e econômico de tratamentos de alta eficácia na esclerose múltipla, e a Arvo destacou o uso da inteligência artificial como vetor de eficiência em carteiras complexas. A Isa Saúde abordou novos modelos de atenção domiciliar, e a AstraZeneca encerrou as apresentações com uma análise sobre o custo do cuidado no câncer de fígado, à luz de evidências clínicas e econômicas.

Lounge de negócios

O lounge de negócios do seminário funcionou como um dos principais pontos de interação entre as autogestões e empresas de diferentes segmentos da saúde, reunindo soluções, serviços e oportunidades de parceria em um ambiente voltado ao networking e à troca direta de experiências. No espaço institucional, a UNIDAS também manteve estande dedicado à apresentação de iniciativas estratégicas, como o painel de engajamento das filiadas, desenvolvido para oferecer às operadoras uma leitura mais clara sobre seu nível de participação – baixo, médio ou alto – e indicar caminhos práticos para ampliar sua atuação nas agendas da entidade. Outro destaque foi o estande do Campus UNIDAS, que apresentou seu portfólio de capacitação, com cursos livres, programas In company e a certificação profissional UNIDAS.

Encerramento institucional e próximos passos


O encerramento oficial do 17º Seminário UNIDAS foi realizado por Eli Melo Jr., vice-presidente da entidade e presidente da Postal Saúde. “Finalizamos mais um evento com indicadores que traduzem mais do que volume. Eles refletem engajamento, colaboração e a força do nosso sistema. Cada grande número representa pessoas, conexões estabelecidas e conhecimento compartilhado, mostra a dimensão do que construímos juntos e, principalmente, aponta para o que ainda podemos avançar. Saímos daqui mais preparados, mais conectados e com uma agenda clara de continuidade. E já temos o próximo encontro marcado: nos vemos no Recife (PE), em outubro, para o 29º Congresso Internacional UNIDAS”, finalizou.

 

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