Evento reuniu autoridades públicas, especialistas internacionais e representantes do setor,
para discutir modelos e desafios do acesso no Brasil

Representantes do setor de saúde acompanham oficina da Anvisa sobre regulação
e precificação de medicamentos inovadores, em Brasília
A UNIDAS – Autogestão em Saúde participou, nesta terça-feira (17), em Brasília, de oficina “Regulação Econômica e Metodologias de Precificação de Tecnologias Inovadoras em Saúde: Experiências Internacionais e Perspectivas para o Brasil”, promovida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade foi representada pelo presidente Mário Jorge e pelo consultor jurídico, José Luiz Toro.
A abertura do encontro reuniu representantes do governo federal, além de lideranças e especialistas nacionais e internacionais. Entre eles, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, além de integrantes do Ministério da Saúde, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e centros de pesquisa.
“A discussão sobre precificação de medicamentos precisa avançar com equilíbrio entre sustentabilidade e acesso. A autogestão traz uma visão prática desse desafio, baseada na gestão direta do cuidado e na responsabilidade com o uso dos recursos”, destacou o presidente Mário Jorge.
Ao longo do dia, os debates abordaram desde fundamentos econômicos da regulação até experiências internacionais de precificação. Os palestrantes discutiram limitações de modelos baseados em referência externa de preços e os desafios de definir parâmetros de custo-efetividade para terapias avançadas, como as terapias gênicas.

Em gesto de aproximação institucional e contribuição ao debate regulatório,
UNIDAS entrega exemplar da Revista de Direito da Saúde Suplementar ao presidente da Anvisa
Na parte da tarde, o foco se voltou às experiências de países como Colômbia, França e Alemanha, com análises sobre negociação de preços, financiamento à inovação e metodologias de avaliação econômica. Durante a programação, o diretor-presidente da Anvisa recebeu em mãos um exemplar da Revista de Direito da Saúde Suplementar da UNIDAS, reforçando a contribuição institucional da autogestão no debate regulatório.
O evento foi encerrado com painel que reuniu representantes do setor regulado, da indústria farmacêutica e da saúde suplementar para discutir se o modelo brasileiro atual é suficiente para lidar com a incorporação de medicamentos inovadores.



