Primeiro dia do 17º Seminário UNIDAS recebe mais de 1.400 pessoas para debater os novos marcos regulatórios na saúde suplementar

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Primeiro dia do 17º Seminário UNIDAS recebe mais de 1.400 pessoas para debater os novos marcos regulatórios na saúde suplementar

Autoridades e especialistas abordaram tópicos como fiscalização, inovação na pesquisa clínica e oportunidades para beneficiários e empregadores na nova autogestão

Com o tema “Novos marcos regulatórios na saúde suplementar e os seus impactos”, o 17º Seminário UNIDAS teve início nesta terça-feira (14), em Brasília-DF. No primeiro dia do evento, a UNIDAS – Autogestão em Saúde recebeu mais de 1.400 pessoas no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), entre dirigentes (presidentes, CEOs, vice-presidentes, diretores e superintendentes), gerentes, supervisores e coordenadores, além de representantes das empresas patrocinadoras e de outros players do mercado.

O Seminário UNIDAS é considerado o principal encontro da autogestão em saúde no primeiro semestre e, nesta edição, tem como objetivo central promover um debate sobre as mudanças provocadas pela Resolução Normativa 649/2025, que entra em vigor no dia 1º de julho, atualizando a RN 137/2006.

Confira um resumo de tudo o que aconteceu no primeiro dia do evento:

Equilíbrio, indução e proteção

A edição 2026 do seminário foi inaugurada oficialmente por Mário Jorge, presidente da UNIDAS, e teve como convidado especial Wadih Damous, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em sua fala inicial, Mario Jorge ressaltou que as transformações regulatórias redefinem não somente a maneira como as autogestões operam, mas como entendem seu papel na sociedade.

“Ao longo desses dois dias, mergulharemos em temas que estão redesenhando o nosso setor. A regulação não é um fim em si mesma, ela precisa ser compreendida em sua dimensão mais ampla: como instrumento de equilíbrio, de indução e de proteção”, iniciou ele. “E os novos marcos regulatórios não são ameaças. São convites para que as autogestões se reinventem, se fortaleçam, para que provem que são capazes de ser, simultaneamente, eficientes e humanas, inovadoras e éticas, superavitárias e socialmente responsáveis”, acrescentou.

Já Damous frisou que a ANS tem dado uma importância muito grande ao trabalho das autogestões, o que resultou na elaboração da RN 649. “A atualização normativa vai fortalecer, aperfeiçoar e tornar mais consistentes a governança e a proteção dos beneficiários do sistema de autogestão. Dito isso, o pior caminho agora é a inércia. Não agir significa aceitar o agravamento da crise financeira, a redução do acesso, o aumento das desigualdades e a multiplicação dos conflitos judiciais. É hora de abandonar a regulação tímida, fragmentada, e de responder por acerto, continuidade e racionalidade. Porque é na autogestão que o sentido original da saúde suplementar ainda é mais visto”.

Mesa de abertura discute caminhos para a nova saúde suplementar

O primeiro debate do Seminário UNIDAS teve como tema “Os novos marcos regulatórios – caminhos e impactos para a saúde suplementar”. Mediada por Mário Jorge, a roda de conversa reuniu representantes de algumas das mais importantes entidades do setor: Breno Monteiro, presidente da CNSaúde; Bruno Sobral, diretor-executivo da Fenasaúde; Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed; Francisco Balestrin, presidente da Fesaúde; Giovanni Cerri, presidente do InovaHC; Gustavo Ribeiro, presidente da Abramge; Marco Aurélio Ferreira, diretor de Relações Governamentais da Anahp; e Wadih Damous, presidente da ANS.

Olhar de quem construiu a UNIDAS

Na sequência, o Painel 1 levou ao centro da plenária cinco ex-presidentes da UNIDAS, responsáveis diretos pela consolidação da entidade. Sob a condução do membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, José Antônio Diniz, o diretor de Negócios da Premium Care Participações, Anderson Mendes, o jornalista Aderval Paulo Filho, a CEO do Instituto Coalizão Saúde, Denise Eloi, e a CFO e Sócia da A4 Quality Healthcare, Marília Ehl, contaram um pouco da trajetória da UNIDAS, desde o início até o atual momento, com a conquista dos novos marcos regulatórios.

Regulação responsiva

O presidente do Conselho Deliberativo da UNIDAS, Werner Dalla, foi responsável por moderar o segundo painel do dia, que contou com apresentações de Eliane Medeiros, diretora de Fiscalização da ANS, e José Luiz Toro, assessor jurídico da UNIDAS. Os especialistas discorreram sobre os desafios de regulação e fiscalização que surgirão com a nova RN 137.

 Potencial e desafios da pesquisa clínica no Brasil

Já o Painel 3 abriu espaço para uma discussão sobre a inovação assistencial que pode ser promovida pela pesquisa clínica no país. Subiram ao palco o diretor técnico da UNIDAS, João Paulo Reis Neto, anfitrião da conferência, a CEO da healthtech LetMeTrial, Roberta Pozza, o coordenador de Hematologia no Instituto Américas, Angelo Maiolino, e o deputado federal Pedro Westphalen.

Oportunidades para os beneficiários e empregadores

No quarto e último painel do dia, Agenor Trindade, presidente do Grupo Camed, Fernando Akio, diretor médico da P&G para a América Latina, e Paulo Alves, presidente da Saúde Petrobras, foram mediados pela diretora de Treinamento e Desenvolvimento da UNIDAS, Luciana Dalcanale, em uma mesa-redonda sobre as oportunidades para os beneficiários e os empregadores surgidas com a nova autogestão em saúde.

 

IA, futuro da regulação e multipatrocínio

Três oficinas ocorreram de maneira simultânea na tarde desta terça-feira, no CICB. Amanda Bassan, gerente-executiva da UNIDAS, coordenou a conversa sobre inteligência artificial na saúde, com a presença de Filipe Signorelli, diretor-executivo do Instituto Ética Saúde, Guilherme Klafke, líder de Projetos no Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação na FGV Direito-SP, e Luiz Fernando Picorelli, gestor de Privacidade na TIexames.

 Já Eli Melo Jr., vice-presidente da UNIDAS, recebeu Carla Soares, diretora de Gestão Interina da ANS, Cesar Nomura, presidente do Conselho de Administração da Abramed, e Marco Antonio Bego, diretor executivo do InovaHC, para uma discussão acerca de interoperabilidade, dados e transparência na regulação.

Alexandre José da Silva, membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS, por sua vez, mediou o painel dedicado aos impactos do multipatrocínio na nova autogestão, que teve participação de Raquel Maimon, diretora de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), e Tatiana Gouvêa, sócia-diretora técnica de Saúde da Rumo Atuarial.

Prêmio Inova Saúde UNIDAS

A inovação também ganhou espaço no dia inaugural do seminário, durante a entrega do Prêmio Inova Saúde UNIDAS às startups do setor de saúde que apresentaram os melhores trabalhos no ano-base 2024. As healthtechs vencedoras foram:

1º lugar – Safee, com o case “Plataforma Safee – gestão de rede”

2º lugar – Quantify, com o case “Gestor de reclamações (SaaS)”

3º lugar – Carefy, com o case “Auditoria inteligente com IA: o novo padrão de eficiência para autogestões”

 Prêmio IDSS reconhece a excelência

Trinta operadoras filiadas conquistaram nota de excelência (acima de 0,8) no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, da ANS, no ano-base 2024 e foram homenageadas pela UNIDAS com a realização do Prêmio IDSS 2025. São elas:

 – Abertta Saúde

– Afrafep

– AMMP Saúde

– Apas Bauru

– Arcelormittal

– Asfal

– Aspará

– Cabergs

– Caberj

– Casec

– Casembrapa

– Casu/UFMG

– Celos

– Cemig Saúde

– Copass Saúde

– Economus

– Elosaúde Saúde

– Fapes

– Fisco Saúde

– Fundação Libertas

– Fundação Sanepar

– Fundação São Francisco Xavier

– Itaipu Binacional

– Judicemed

– Luminar Saúde

– Pasa

– Postal Saúde

– Saúde Petrobras

– Sim Saúde

– Stellantis

 

AztraZeneca patrocina talks sobre tratamentos oncológicos

Os dois primeiros talks do dia foram realizados pela AztraZeneca, com palestras extremamente importantes para o tratamento do câncer: “Equilibrando valor clínico e sustentabilidade em saúde nas decisões em onco-hematologia”, conduzida por Vinícius Gonçalves, oncologista clínico com atuação em auditoria médica e farmacoeconomia; e “Inovação no câncer de pulmão EGFR-mutado – equilibrando acesso, valor clínico e orçamento”, que teve no centro do palco p oncologista clínico Pedro Aguiar.

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